O marketing de influência na saúde deixou de ser tendência. Virou mercado.
O marketing de influência na saúde deixou de ser tendência. Virou mercado.
O setor global de influenciadores foi avaliado em US$ 20 bilhões em 2024 e deve crescer para US$ 23 bilhões em 2025, chegando a US$ 71 bilhões até 2032, segundo a Fortune Business Insights. Uma fatia crescente desse dinheiro está nas mãos, e nos perfis, de médicos.
A confiança está migrando das instituições para os indivíduos. Profissionais de saúde estão se tornando líderes de opinião dentro de suas especialidades, educando, inspirando e influenciando decisões reais de pacientes. Não é coincidência. É uma virada estrutural.
Os casos que ilustram essa virada estão espalhados pelo mundo. Nos Estados Unidos, Mikhail Varshavski, o “Doctor Mike”, acumula cerca de 5 milhões de seguidores no Instagram e 14 milhões de inscritos no YouTube.
A dermatologista Sandra Lee, conhecida como “Dr. Pimple Popper”, construiu uma audiência de 4,1 milhões de seguidores transformando procedimentos clínicos em conteúdo de alto engajamento. No Brasil, o Dr. Lair Ribeiro, cardiologista e nutrólogo, soma 4 milhões de seguidores no Instagram. O Dr. Mohamad Barakat, fundador do Instituto Barakat de Medicina Integrativa, ultrapassa 1,6 milhão.
No recorte da saúde da mulher, dois cases brasileiros mostram com precisão como nicho e autoridade digital se combinam. A Dra. Juliana Paola, ginecologista especializada em menopausa, construiu uma audiência de quase 900 mil seguidores posicionando-se como referência para mulheres que não encontravam respostas no modelo tradicional de consulta. A Dra. Mariela Muniz, dermatologista com o mesmo recorte de público, chega a quase 400 mil seguidores conectando saúde da pele à saúde hormonal feminina, uma abordagem que ressoa diretamente com uma geração de mulheres que busca informação antes de marcar a consulta. Ambas são acompanhadas pelo Doctor Creator no processo de posicionamento e crescimento digital.
Para Douglas Gomides, fundador do Doctor Creator e especialista em marketing médico com 18 anos de atuação no setor, o fenômeno tem explicação direta: o médico que constrói autoridade digital não depende mais de convênio, de indicação ou de plantão para encher a agenda.
“O Instagram virou o consultório mais visitado do Brasil. O médico que entende isso primeiro sai na frente de todos os outros”, afirma Douglas Gomides.
Os números confirmam o movimento. Pela mesma série da Fortune Business Insights, o mercado de plataformas de marketing de influência saltou de cerca de US$ 20 bilhões em 2024 para US$ 23 bilhões em 2025, em uma trajetória de crescimento acelerado. O Goldman Sachs avalia a indústria como um todo em cerca de US$ 250 bilhões, com projeção de chegar a US$ 500 bilhões até 2027, conforme reportagem do Canaltech. No Brasil, pesquisa da mesma instituição aponta que 14 milhões de brasileiros já se consideram criadores de conteúdo, segundo a IstoÉ Dinheiro.
Mais de 60% dos consumidores confiam mais na recomendação de um influenciador do que em anúncios de marcas, e quando esse influenciador tem CRM, o nível de confiança sobe ainda mais, segundo levantamento da ClinicGrower.
Para Douglas Gomides, o maior erro que um médico pode cometer hoje é achar que isso não é para ele.
“Médico influenciador não é o que dança no Reel. É o que aparece quando o paciente pesquisa o sintoma. É o que está presente antes de qualquer concorrente. Autoridade digital é o ativo mais rentável da medicina privada moderna.”
O mercado já está em movimento. A pergunta não é mais se os médicos vão entrar. É quem vai chegar primeiro.






