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Renato Silva, da Tessora, mira R$ 10 milhões por marca com o Brand Labs

Empresário conecta desenvolvimento, fabricação e operação comercial em um modelo de receitas recorrentes; projeção de faturamento anual das marcas tem horizonte de cinco anos.

Cidade Matarazzo - São Paulo

Empresário conecta desenvolvimento, fabricação e operação comercial em um modelo de receitas recorrentes; projeção de faturamento anual das marcas tem horizonte de cinco anos.

Renato Silva estruturou a Tessora a partir de uma oportunidade na cadeia de cosméticos: além de desenvolver marcas e viabilizar sua fabricação, participar da execução comercial e da receita gerada pela operação. Essa lógica orienta o Brand Labs, programa criado para conectar estratégia, indústria, distribuição e tecnologia em projetos que buscam escala.

Nos cenários de planejamento apresentados pelo empresário, as marcas atendidas podem buscar faturamento acumulado de R$ 3 milhões a R$ 5 milhões nos primeiros 24 meses de operação e receita anual de R$ 8 milhões a R$ 10 milhões no quinto ano. São metas condicionadas à demanda, ao desempenho dos canais e aos investimentos necessários para sustentar o crescimento.

Para a Tessora, a oportunidade econômica acompanha esse percurso. O desenvolvimento e a coordenação da fabricação geram receitas próprias, enquanto a condução comercial abre espaço para uma remuneração recorrente, vinculada ao faturamento das marcas.

O planejamento conecta produto, margem e distribuição

Segundo Silva, o modelo foi construído ao longo de seis anos de atuação na cadeia cosmética. A experiência com desenvolvimento, fornecedores, regularização, produção e distribuição orientou seu trabalho como arquiteto de marcas e negócios.

No Brand Labs, essas decisões são tratadas em conjunto. A embalagem precisa caber na estrutura de custos; o preço deve comportar as despesas e a remuneração dos canais; o portfólio precisa atender ao público e permitir reposição dentro da capacidade financeira da marca.

O desenvolvimento começa pela Jornada da Marca, orientada pelo método Equity First. Público, nicho, posicionamento, proposta de valor e arquitetura de receitas direcionam identidade, formulações, produtos e embalagens. O programa reúne ainda frentes complementares de estruturação empresarial, preparação regulatória, entrada no mercado, distribuição e implantação de sistemas de gestão.

A meta de R$ 10 milhões anuais, equivalente a uma média mensal próxima de R$ 833 mil, precisa ser traduzida em volume de vendas, metas por canal e capacidade de abastecimento. O planejamento considera também os recursos necessários para aquisição de clientes, estoques e financiamento da expansão.

Desenvolvimento parte de R$ 170 mil, com produção contratada à parte

O investimento na fase de desenvolvimento parte de R$ 170 mil. Para a industrialização, são necessários aportes adicionais de pelo menos R$ 100 mil, conforme o portfólio e as características do projeto.

As duas etapas representam um investimento inicial a partir de R$ 270 mil. Divulgação, equipe, capital de giro e aportes posteriores para expansão precisam ser previstos separadamente.

Na fabricação, Silva atua por meio da coordenação industrial e das indústrias executoras que integram o ecossistema. O trabalho conecta fornecedores, materiais, embalagens, regularização e cronogramas de produção às necessidades comerciais da marca.

A oportunidade de receita recorrente está na operação

Ao estruturar o Brand Labs, Renato Silva colocou a implementação no centro da continuidade do negócio. Depois de desenvolver o projeto e organizar sua fabricação, a Tessora pode ser contratada para conduzir a operação comercial, com royalties de 16% a 28% sobre o faturamento bruto, conforme o escopo e as condições contratuais.

Essa etapa amplia o potencial econômico do relacionamento. Em um cenário ilustrativo no qual uma marca alcance R$ 10 milhões de faturamento anual, a aplicação desses percentuais sobre toda a receita corresponderia a R$ 1,6 milhão a R$ 2,8 milhões por ano para a Tessora, antes dos custos de execução dos serviços.

Os percentuais representam remuneração contratual, não margem de lucro. A marca permanece pertencendo ao cliente, que responde pelos investimentos em produção, operação e crescimento, separados dos royalties.

Os R$ 170 mil iniciais remuneram a construção estratégica e técnica do projeto. Na condução comercial, a receita da Tessora passa a acompanhar o desempenho das vendas ao longo do relacionamento. É nessa continuidade que Silva concentra a oportunidade de ampliar o negócio para além da entrega inicial.

Orbora fornece a tecnologia para implementar e acompanhar os projetos

A infraestrutura tecnológica é fornecida pela Orbora, plataforma SaaS disponibilizada por assinatura. O sistema reúne CRM integrado ao WhatsApp, qualificação comercial automatizada por inteligência artificial e recursos de gestão comercial, financeira e industrial.

Sua função é conectar as informações necessárias à execução. Vendas e estoques orientam reposições; o desempenho dos canais ajuda a direcionar investimentos; o atendimento fornece informações para avaliar produtos e ajustar a abordagem comercial.

Enquanto os serviços e royalties remuneram a atuação da Tessora, as assinaturas constituem uma frente de receita recorrente da Orbora. Essa estrutura dá continuidade ao modelo concebido por Renato Silva: desenvolver o negócio, coordenar sua fabricação e acompanhar a operação à medida que as exigências de produção, distribuição e gestão aumentam.

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SOBRE O AUTOR

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Negócios e Networking escreve sobre cultura, música, cinema, televisão e entretenimento no Pista Pop.