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Empresário revela a lição sobre dinheiro que mudou sua visão sobre investimentos

À frente da Novo Ideal desde 2016, Léo Casellato conta como o contato com mais de 2.500 endividados mudou sua visão sobre dinheiro, e por que renda alta não é sinônimo de vida financeira organizada

Léo Casellato

À frente da Novo Ideal desde 2016, Léo Casellato conta como o contato com mais de 2.500 endividados mudou sua visão sobre dinheiro, e por que renda alta não é sinônimo de vida financeira organizada

Quando fundou a Novo Ideal, em 2016, o empresário e educador financeiro Léo Casellato tinha uma certeza que os anos seguintes se encarregariam de desmontar: a de que o problema de quem se endivida é, no fundo, falta de dinheiro. Depois de participar da negociação de cerca de R$ 1 bilhão em dívidas e atender mais de 2.500 clientes, ele chegou a uma conclusão diferente.

“Entrei achando que o problema das pessoas era falta de dinheiro. Depois de negociar cerca de R$ 1 bilhão em dívidas e atender mais de 2.500 clientes, entendi que raramente o problema é quanto a pessoa ganha: é a relação que ela tem com o próprio dinheiro”, afirma.

Na prática, diz Casellato, a renda isolada explica pouco. Ao longo da operação, ele conta ter encontrado dos dois lados do balcão: profissionais de salário alto afogados em dívidas e famílias de renda modesta com as contas em dia e uma reserva montada. O que separava um grupo do outro, segundo ele, não era o valor do contracheque, mas os hábitos por trás dele.

Foi essa percepção que mudou também a forma como o empresário enxerga o investimento. Para ele, o erro mais comum de quem quer começar é pular etapas: procurar produtos financeiros antes de entender o próprio comportamento de consumo.

“Investir não começa na corretora, começa no comportamento. Antes de falar em ação, FII ou renda fixa, a pessoa precisa entender para onde o dinheiro dela vai todo mês”, explica.

O primeiro passo que recomenda é menos sofisticado do que se imagina: acompanhar, por um ou dois meses, cada real que entra e sai. Sem esse mapa, argumenta, qualquer escolha de investimento vira aposta, porque a pessoa não sabe quanto sobra de verdade nem para onde o dinheiro está escapando. A educação financeira, nesse raciocínio, tem menos a ver com decorar produtos e mais com construir uma disciplina que sustente as decisões no longo prazo.

O ponto de virada da própria trajetória, ele reconhece, veio do contato diário com o endividamento, inclusive como lição pessoal.

“A dívida me ensinou que investir é, antes de tudo, uma questão de consciência e disciplina, não de sorte ou de ‘ter muito dinheiro'”, conclui.

Negócios e Networking
SOBRE O AUTOR

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Negócios e Networking escreve sobre cultura, música, cinema, televisão e entretenimento no Pista Pop.