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Fábio Thadeu Ferreira mostra como gestão fortalece a prática médica

Urologista e docente analisa organização, formação de equipes e uso criterioso de tecnologia para qualificar processos de assistência

Dr. Fábio Thadeu Ferreira atua na prática privada e no centro cirúrgico, coordena a Urologia da Rede Mário Gatti, em Campinas, e é professor na São Leopoldo Mandic.

Urologista e docente analisa organização, formação de equipes e uso criterioso de tecnologia para qualificar processos de assistência

Em um serviço de saúde, adquirir uma nova tecnologia é apenas uma parte da equação. Para que equipamentos e procedimentos produzam valor assistencial, é preciso organizar fluxos, preparar profissionais e compreender quais problemas precisam ser resolvidos. É dessa perspectiva que o urologista Fábio Thadeu Ferreira observa a relação entre gestão, formação e recursos médicos.

Sua rotina reúne ambientes distintos. Além da prática privada e do centro cirúrgico, ele coordena a Urologia da Rede Mário Gatti, em Campinas, e atua como professor na São Leopoldo Mandic.

No serviço público, convive com grande demanda e pacientes de diferentes níveis de complexidade. Para ele, eficiência começa por reconhecer que esses atendimentos não podem ser tratados como se exigissem o mesmo tempo ou a mesma estrutura.

Organização também interfere na assistência

Há consultas que podem ser conduzidas de maneira objetiva. Outras exigem retorno, presença da família ou integração com diferentes especialidades.

“Quando a demanda é elevada, organização deixa de ser apenas uma questão administrativa. É ela que permite identificar prioridades, saber quais pacientes precisam de mais tempo e entender onde os recursos devem ser concentrados”, explica.

Essa leitura vale também para a adoção de equipamentos. Uma ferramenta nova só ganha sentido, em sua avaliação, quando atende a uma necessidade real e está inserida em um processo capaz de sustentá-la.

Cirurgia robótica e procedimentos com laser estão entre as tecnologias com as quais trabalha. O investimento, porém, não elimina a necessidade de indicação clínica, treinamento e estrutura.

“Não basta incorporar uma ferramenta porque ela é recente. É preciso saber quem pode se beneficiar, preparar a equipe e garantir que ela faça sentido dentro daquele serviço. Tecnologia sem processo não resolve o problema de gestão”, afirma.

Formação de pessoas entra na estratégia

A docência oferece outro olhar sobre eficiência. Com estudantes de Medicina, Fábio utiliza casos clínicos para estimular pesquisa e raciocínio em vez de depender exclusivamente de aulas expositivas.

No internato, os alunos acompanham pacientes e entram em contato com situações concretas do serviço público.

A rapidez de acesso à informação também modifica o ensino. Conteúdo técnico pode ser encontrado em segundos, mas isso não garante capacidade para avaliar sua qualidade ou aplicá-lo corretamente.

“O desafio não é apenas entregar conhecimento. Os alunos têm acesso a uma quantidade enorme de informações. Precisamos ajudá-los a construir critérios para distinguir o que é confiável e entender como uma decisão funciona na vida real”, observa.

Fábio também participa da formação de médicos e do ensino de técnicas cirúrgicas, atividade que considera parte importante da incorporação responsável de novos procedimentos.

Inteligência artificial reduz tarefas operacionais

No consultório, uma mudança recente vem da inteligência artificial. Sistemas de transcrição registram a conversa e ajudam a organizar posteriormente as informações do atendimento.

Na prática, a ferramenta reduz a necessidade de permanecer digitando enquanto o paciente fala.

“O ganho mais evidente não é substituir nenhuma decisão médica. É retirar uma tarefa operacional do caminho. Se consigo prestar menos atenção ao teclado e mais atenção à pessoa diante de mim, a tecnologia está cumprindo uma função objetiva”, comenta.

As informações geradas, no entanto, ainda passam por revisão. Para Fábio, velocidade não elimina responsabilidade nem senso crítico.

O que vem depois da ferramenta

Sua formação passa pela Unicamp, pela Cirurgia Geral e, posteriormente, pela Urologia. A trajetória acadêmica inclui ainda docência e participação direta na formação de estudantes e médicos.

Nos próximos anos, Fábio pretende acompanhar recursos que permitam procedimentos menos invasivos quando houver indicação, ampliar possibilidades tecnológicas no serviço público e manter a atuação no ensino.

A lógica permanece a mesma: começar pelo problema, não pelo equipamento.

“A tecnologia muda rapidamente, mas algumas perguntas permanecem. Para quem estamos trabalhando? Qual necessidade queremos resolver? A ferramenta melhora realmente o processo? Quando essas respostas estão claras, a incorporação passa a ter sentido”, conclui.

Fábio Thadeu Ferreira – CRM-SP 115801 – RQE 39172 Cirurgia Geral – RQE 39173 Urologia

Instagram: @dr.fabio.ferreira

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SOBRE O AUTOR

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Negócios e Networking escreve sobre cultura, música, cinema, televisão e entretenimento no Pista Pop.